Dra Ana Ligia https://analigia.leapon.com.br Psiquiatra Fri, 14 Aug 2026 14:29:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://analigia.leapon.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cropped-Arquivos-Logo-05-32x32.png Dra Ana Ligia https://analigia.leapon.com.br 32 32 Comecei a tomar o remédio e ainda sinto os sintomas. Calma, isso pode ser normal https://analigia.leapon.com.br/2026/08/14/comecei-a-tomar-o-remedio-e-ainda-sinto-os-sintomas-calma-isso-pode-ser-normal/ https://analigia.leapon.com.br/2026/08/14/comecei-a-tomar-o-remedio-e-ainda-sinto-os-sintomas-calma-isso-pode-ser-normal/#respond Fri, 14 Aug 2026 14:27:33 +0000 https://analigia.leapon.com.br/?p=777 Entenda por que a medicação leva algumas semanas para fazer efeito, o que esperar nesse período de adaptação e por que nunca se deve iniciar ou interromper o tratamento por conta própria. 

É normal levar algum tempo para o efeito e a estabilização dos sintomas

De uma forma geral, costuma levar de 4 a 8 semanas para a medicação começar a fazer efeito e apresentar resposta. Nesse período, é comum que alguns dos seus sintomas ainda estejam presentes mesmo após o início do tratamento, isso não significa que o remédio não está funcionando, apenas que o corpo ainda está se ajustando.

Por isso, é importante manter o uso regular, sempre no mesmo horário, conforme a prescrição. A consistência é o que permite que a medicação atinja o nível necessário no organismo para agir de forma eficaz.

E os efeitos colaterais?

Alguns efeitos colaterais, geralmente gastrointestinais, podem surgir nos primeiros 15 dias de uso. Isso também faz parte do processo de adaptação do corpo e, na maioria dos casos, tendem a diminuir com o tempo e desaparecer.

Siga a prescrição

O correto é seguir a prescrição conforme orientado, sem iniciar nem interromper medicações por conta própria, mesmo que os sintomas pareçam continuar ou que os efeitos colaterais incomodem no início. Qualquer ajuste na dose ou no tratamento deve ser sempre conversado com quem te acompanha.

Dúvidas ou desconforto com a medicação? Não espere para conversar

Cada organismo responde de um jeito, e o acompanhamento próximo nas primeiras semanas é o que garante um tratamento seguro e eficaz. Agende sua consulta e tire suas dúvidas sobre o processo com quem pode avaliar sua resposta individualmente.

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TDAH ou só falta de foco? Entenda a diferença antes de rotular seus sintomas https://analigia.leapon.com.br/2026/08/14/tdah-ou-so-falta-de-foco-entenda-a-diferenca-antes-de-rotular-seus-sintomas/ https://analigia.leapon.com.br/2026/08/14/tdah-ou-so-falta-de-foco-entenda-a-diferenca-antes-de-rotular-seus-sintomas/#respond Fri, 14 Aug 2026 14:23:41 +0000 https://analigia.leapon.com.br/?p=774 Dificuldade de concentração, procrastinação e esquecimento nem sempre são sinônimo de TDAH. Entenda o que realmente define o diagnóstico e por que uma avaliação clínica cuidadosa faz toda a diferença. 

Sintomas isolados não são o mesmo que diagnóstico clínico

É comum que muitas pessoas se identifiquem com queixas como dificuldade de concentração, procrastinação, desorganização, esquecimento, dificuldade de aprender ou reter conhecimento, dificuldade para iniciar tarefas ou aquela sensação de “mente acelerada”. Esses sintomas são reais e podem causar sofrimento. No entanto, é importante compreender que apresentar sintomas de desatenção não significa, necessariamente, ter Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o TDAH.

Por que a atenção varia tanto

A atenção não funciona como uma capacidade única, fixa ou igual em todos os momentos. Ela depende de vários fatores do corpo, da mente e do ambiente. Sono inadequado, excesso de preocupações, ansiedade, depressão, estresse, sobrecarga de trabalho, uso excessivo de telas, falta de rotina, baixa motivação e tarefas pouco estimulantes podem prejudicar bastante a concentração.

Por isso, uma pessoa pode ter muita dificuldade para manter o foco em atividades monótonas, repetitivas ou burocráticas e, ao mesmo tempo, conseguir ficar muito concentrada em algo que considera interessante, urgente ou prazeroso. Esse padrão não acontece apenas no TDAH, ele também pode ocorrer em pessoas sem o transtorno, especialmente em períodos de cansaço, privação de sono, estresse ou excesso de estímulos.

O papel do ambiente digital

O cérebro se adapta aos estímulos que recebe. Em uma rotina marcada por notificações constantes, redes sociais, vídeos curtos, respostas rápidas e recompensas imediatas, a atenção pode ficar mais fragmentada. Com o tempo, tarefas que exigem silêncio, paciência e esforço prolongado podem se tornar mais difíceis. Isso pode gerar sintomas parecidos com desatenção, mas a origem pode estar mais relacionada aos hábitos e ao estilo de vida atual do que a um transtorno do neurodesenvolvimento.

Funções executivas: o “centro de organização” do cérebro

No TDAH, existe uma alteração persistente no funcionamento das chamadas funções executivas, habilidades processadas principalmente no córtex pré-frontal, responsáveis por planejar, priorizar tarefas, controlar impulsos, manter o foco, regular o tempo, organizar pensamentos e adaptar o comportamento diante das situações.

Quando essas funções estão comprometidas de forma persistente desde fases iniciais da vida, em diferentes contextos e com prejuízo significativo, o diagnóstico de TDAH pode ser considerado. Porém, quando a dificuldade de atenção surge apenas em determinado período, após uma fase de estresse, privação de sono, ansiedade, depressão, excesso de telas ou sobrecarga emocional,  é necessário investigar outras possibilidades antes de concluir que se trata de TDAH.

Melhorar com estimulante não confirma o diagnóstico

Também é importante esclarecer que melhorar a disposição ou a motivação com o uso de psicoestimulantes não confirma o diagnóstico de TDAH. Algumas medicações podem aumentar temporariamente a sensação de energia, foco ou produtividade, mesmo em pessoas que não têm o transtorno. Isso não significa que o medicamento seja indicado ou seguro: em pessoas sem diagnóstico, o uso inadequado dessas substâncias pode trazer riscos, como ansiedade, irritabilidade, insônia, aumento da pressão arterial, palpitações, piora da impulsividade, dependência psicológica e prejuízo na qualidade do raciocínio.

Como é feito o diagnóstico, de verdade

O diagnóstico de TDAH não é feito apenas pela presença de sintomas, nem pela identificação com conteúdos de internet, nem pela resposta a uma medicação. Ele exige uma avaliação clínica cuidadosa, considerando a história de vida, o início dos sintomas, a persistência ao longo do tempo, os prejuízos em diferentes áreas da vida e a exclusão de outras causas possíveis.

Se você se identificou com esses sintomas, o próximo passo é uma avaliação, não um autodiagnóstico

Só uma avaliação clínica individualizada pode dizer se o que você sente é TDAH ou tem outra origem. Agende sua consulta e entenda, com segurança e critério médico, o que está por trás da sua dificuldade de concentração.

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Crise de Ansiedade: Por que ela acontece e como você pode retomar a calma https://analigia.leapon.com.br/2026/06/24/hello-world/ https://analigia.leapon.com.br/2026/06/24/hello-world/#comments Wed, 24 Jun 2026 14:13:34 +0000 https://analigia.leapon.com.br/?p=1 Entenda o que realmente acontece no corpo durante uma crise de ansiedade e conheça técnicas práticas para lidar com ela no dia a dia. 

Entendendo a crise de ansiedade

A ansiedade é uma reação natural do corpo diante de algo que parece perigoso, desafiador ou desconhecido. Todos nós sentimos ansiedade em algum momento, e ela pode até ser útil,  é ela que nos ajuda a reagir quando precisamos agir rapidamente. Essa resposta é chamada de “reação de luta ou fuga”. Quando o cérebro entende que há uma ameaça, ele envia sinais para o corpo se preparar para lutar ou fugir, mesmo que o perigo não seja real.

Durante esse processo, o corpo começa a reagir: o coração acelera para bombear mais sangue para os músculos, a respiração fica mais rápida para trazer mais oxigênio, os músculos se tensionam e o suor aumenta. Essas mudanças acontecem porque o corpo está tentando te proteger.

O problema é que, em algumas pessoas, esse sistema de alerta dispara sem motivo real, por exemplo, no trânsito, em uma reunião, em casa ou até ao deitar-se. Nesses momentos, as sensações físicas são intensas e desconfortáveis, podendo gerar medo e a sensação de que algo grave está acontecendo, como um desmaio ou um ataque cardíaco. Mas, na verdade, é apenas o corpo reagindo a um “alarme falso”.

Segundo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), nossos pensamentos influenciam diretamente o que sentimos e como reagimos. Em uma crise de ansiedade, o que geralmente acontece é que temos pensamentos automáticos e catastróficos, como “vou perder o controle” ou “vou morrer”, e o corpo reage como se isso fosse realmente verdade.

A TCC ensina que não são as situações em si que provocam a ansiedade, mas a forma como as interpretamos. Quando aprendemos a reconhecer esses pensamentos e substituí-los por outros mais realistas e tranquilos, conseguimos reduzir a intensidade da crise e recuperar o controle.

Orientações para o manejo da ansiedade

Entender o que acontece no corpo já é o primeiro passo. O segundo é ter, na manga, algumas ferramentas práticas para os momentos em que a crise aparece.

1. Respiração diafragmática: Durante uma crise, exercícios de respiração diafragmática podem ajudar a regular o sistema nervoso. Como fazer: inspire pelo nariz contando até 4, segure por 2 segundos e expire lentamente pela boca contando até 6.

2. Técnicas de aterramento: Trazem a mente de volta para o momento presente. Descreva mentalmente: 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 que pode ouvir, 2 que pode cheirar e 1 que pode saborear.

3. Atenção plena: É uma ferramenta eficaz no manejo da ansiedade a longo prazo. Aplicativos como Calm, Insight Timer e Meditopia oferecem meditações guiadas e sons relaxantes,  e apps de áudio como o Spotify também podem ajudar. Uma sugestão acessível para iniciar é a série “Headspace — Meditação Guiada”, disponível na Netflix, que apresenta conceitos básicos e exercícios guiados para treinar a atenção, perceber os pensamentos e reduzir a reatividade ao estresse.

É importante lembrar, a atenção não significa “esvaziar a mente”. A proposta é perceber pensamentos, emoções e sensações corporais com mais consciência e menor julgamento. A prática pode complementar o tratamento, mas não substitui psicoterapia, acompanhamento médico ou medicação quando indicados.

Você não precisa lidar com isso sozinho(a)

Essas técnicas ajudam a atravessar o momento agudo, mas entender a raiz da sua ansiedade, e ter um plano de cuidado feito sob medida, faz toda a diferença a longo prazo. Agende sua consulta e dê o próximo passo para retomar o controle com o suporte certo.

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